Revolução Schuster já deu cinco secos
Apesar do campeonato ganho, Fábio Capello foi sustituído no comando do Real Madrid, por nunca ter sido capaz de ligar aos resultados um futebol atraente e bonito, um futebol digno dos pergaminhos do Real Madrid. Eu seu lugar, foi contratado um treinador que era em tudo oposto a ele, Bernd Schuster: com pouca experiência ao mais alto nível, poucos títulos, mas com a promessa de trazer o futebol-arte de novo à capital madrilena.
Foi muito o dinheiro gasto (cerca de 120 milhões de euros) em jogadores que correspondiam a esse ideal defendido pelo alemão: Pepe, Drenthe, Heinze, Saviola ou Robben, entre outros. Mas a grande priridade do Real era mesmo contratar um número 10 que fizesse esquecer Zidane e orientasse de novo o todo o seu jogo; gorados Kaká ou Fabregas, eis que surgiu Sneijder, há anos uma promessa holandesa das grandes escolas do Ajax, mas ainda por provar ao mais alto nível. Depois de uma fraca pré-época (que incluiu o 3-5 na Supertaça frente ao Sevilha), Schuster parece estar finalmente a inculcar os seus prícipios de jogo , após uma suada vitória no derby madrileno antre o Atlético de Simão, um 5-0 no campo do Villareal. Com exibição "à antiga", fruto de um futebol ofensivo e apoiado, o Real madrid obteve a sua maior vitória fora de casa em 11 anos, e permitiu a Sneijder apontar uma enorme exibição - ele que já leva 3 golos em 2 jogos na liga - com um golo de antologia de fora da área. Ainda será muito cedo para tirar conclusões, mas apesar das críticas a Schuster podemos estar a assitir ao nascer de uma nova era de vitórias no Real Madrid... a ver vamos, mas a coisa promete.

